Na última sexta-feira (14), depois de um dia exaustivo de trabalho, Gabriel, de apenas 24 anos, sofreu um acidente em Florianópolis.
Um carro bateu na traseira da sua moto. Nada grave. Ele olhou, conferiu que estava tudo bem. Mas a motorista do carro desceu furiosa.
Segundo Gabriel, ele foi chamado de bandido e de tudo que é nome. Xingou, humilhou, partiu para a agressão. Tudo porque Gabriel tem tatuagens.

Porque estava ali, tentando trabalhar honestamente. Como se ele não valesse nada. Como se ele não tivesse uma enteada doente esperando por ele em um leito de hospital.
Gabriel carrega nos ombros o peso de uma família inteira. Ele mora em Florianópolis com a esposa, Emily, e a pequena Isabela, de apenas 3 anos.
Mas, diferente de outras crianças da sua idade, Isa não brinca no parquinho ou corre pelo quintal.
Ela passa os dias entre idas e vindas ao hospital, lutando contra uma leucemia agressiva.
Emily não pode trabalhar, porque a filha precisa dela o tempo todo. E Gabriel? Gabriel se desdobra em três, quatro, quantos empregos forem necessários para que a família tenha um teto, comida na mesa e os remédios que Isa precisa.
Ele faz entregas de moto, é motoboy, faz Uber de moto, trabalha como garçom. Dorme pouco. Come quando dá. Mas nunca reclama. Ele só quer dar o melhor para sua filha do coração.
E ele, que já luta tanto todos os dias, agora precisa lutar mais uma vez. Gabriel conseguiu um advogado, mas o que ele realmente quer é dar um futuro melhor para sua família. Ele sonha em abrir uma lanchonete para trabalhar perto da esposa e da filha. Para dar a Isa uma infância com mais segurança e dignidade.
Mas, sozinho, ele não consegue.
Hoje, ele precisa de ajuda. E é por isso que estamos aqui.
Se cada um fizer um pouco, Gabriel poderá transformar essa dor em um recomeço.
Poderá cuidar de Isabela sem precisar se arriscar tanto nas ruas, sem precisar passar dias longe. Poderá dar a ela uma alimentação melhor, os suplementos que fortalecem seu corpo frágil. Poderá, enfim, respirar um pouco.